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Observação:

Em primeiro lugar, eu não sou escritora. Tudo o que eu sabia sobre escrever foi esquecido devido à falta de prática. Em segundo lugar, não espero receber comentários. Poucas vezes me importo com a opinião alheia. Em terceiro lugar, o que eu escrevo não interessa a ninguém. A minha única regra é seguir a minha vontade.
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Desde o começo desse ano eu sabia que este seria o meu ano. É uma data perfeita - 10/10/10.
E eu não estava enganada. Esse é definivamente o dia mais marcante da minha vida. A partir de hoje eu posso ser presa, posso comprar bebidas e cigarros, posso alugar filmes pornôs, posso dirigir, posso entrar em festas para maiores, posso morar sozinha. Mas o que eu quero não esta nesta lista ridícula que eu fiz e sim no futuro que eu tenho certeza existir.
Com 18 anos eu posso dizer que meu sonho de infância foi, em parte, realizado. Desde pequena eu admiro e quero ser igual ao meu irmão mais velho, Rodrigo. Ele me mostrou o caminho da música, o caminho da calma, o caminho do reservado, o caminho do divertido e tantos outros caminhos que entediaria quem esta lendo. Estar com ele ao meu lado sempre foi o que eu sempre quis, mas o destino nos separou novamente e até quando isso aconteceu ele me ensinou mais algumas coisas. Me ensinou que eu tenho que ter responsabilidades, que eu tenho que saber para ser e, principalmente, me ensinou que por mais que eu tenha um irmão-pai irmão que me ame e que tente sempre me ajudar, por mim só tem eu.
Agora, que quem me vê diz que eu lembro o meu irmão, tenho que ter outro sonho. Tenho vários sonhos que acabam todos do mesmo jeito. No instante tudo o que eu quero é sumir e deixar todos os problemas que me afligem para trás, mas eu não posso. Não quero ser vencida pelo fracasso. Eu preciso ultrapassar essas coisas pequenas que me atrapalham para crescer e unir todas as pessoas que eu amo junto a mim. E esse é o meu novo SONHO.
Tem vários sentimentos dentro de mim nesse momento. Poderia escrever todos eles aqui, mas ainda não conseguiram nomeá-los. Eu sou realizada, porque já fiz a maioria das coisas que eu sempre quis fazer. Ainda falta alguns desejos, mas ainda faltam uns 83 anos para concluí-los.


Há mais ou menos um ano atrás, publiquei neste blog um post com um meme recebido da Gisele Amaral do Meu Doppelgänger Perdido. Era uma corrente em que se tinha que escolher entre colocar a imagem do Santo Antônio de cabeça pra cima e colar uma oração agradecendo ou colocar a imagem do santo de cabeça pra baixo e uma oração pedindo um namorado. Bom, eu não escolhí colocar o santo de castigo. Ele escolheu!

Semana retrasada eu recebí uma aliança prata (Sim, de compromisso) quatro dias antes do pedido de namoro completar um mês, então acho que é justo que eu desvire o santo.


Grande amigo Santo Antônio, tu que és o protetor dos namorados, olha
para mim, para a minha vida, para os meus anseios. Defende-me dos perigos,
afasta de mim os fracassos, as desilusões, os desencantos. Faze que eu seja
realista, confiante, digno(a) e alegre. Que eu saiba caminhar para o futuro e
para a vida a dois com a vocação sagrada para formar uma família. Que meu namoro
seja feliz e meu amor sem medidas. Que todos os namorados busquem a mútua
compreensão, a comunhão devida e o crescimento na fé."

Bom... se eu estou feliz? Isso são outros quinhentos!



Eu já ví algumas pessoas morrerem, mas nunca soube o que é perder alguém que eu amo. Semana passada comecei a me perguntar o que seria da minha vida se algumas pessoas resolvessem morrer.

Pensei primeiro na minha mãe e ao pensar nisso me bateu um desespero anormal. Pensei em como seria horrível a minha rotina sem ela. Minha mãe é como uma parte do meu corpo. Eu durmo com ela e sou acordada por ela. Quando vou para a escola, deixo ela dormindo - ou não - e sempre dou um beijo. Ela vai me buscar quando acaba o dia letivo. Quando não tem aula, vamos para a nossa escola de música e trabalhamos. Depois vamos almoçar no restaurante, juntas. Vamos pra casa descansar. Só tem nós duas nessa hora e tem dois sofás, mas eu insisto em deitar com ela. Duas horas voltamos a trabalhar. Tem dia que nós saímos mais cedo e tem dias que saímos mais tarde, mas idependente do horário estamos sempre juntas. Eu não gosto de novela, mas assisto porque ela gosta. E quando eu durmo no sofá, é ela quem me leva pra cama. Você pode se imaginar vivendo sem um pé ou sem uma mão? Sem ela, eu estaria vivendo sem um braço e sem uma perna.
Pensei depois no meu pai. Meu pai não é o meu herói, talvez seja o meu bandido. Eu não quero ser igual a ele e estou quase perdendo todo o amor que me foi iludido desde criança. Sabe como é.... Nós, seres humanos, temos mania de crescer. Pensei nisso tudo antes de pensar em como seria se ele morresse. A conclusão foi que se ele morresse, eu me culparia por não tê-lo aproveitado mais. Acharia que a culpa é minha de ele não ser o pai que eu tanto queria. Afinal, a culpa é de quem?
Pensei no meu irmão mais velho, a pessoa que eu quero ser quando crescer. Esse sim, é o meu ídolo, o meu herói. Perdê-lo seria como perder Jim Morrison ou Kurt Cobain. Ele não é como uma parte do meu corpo, mas pensar na sua perda me desesperou como se fosse. Sofri muito ao pensar em um dia alguém me falar: "Sinto muito, mas o Rodrigo se foi!". Escutei isso, dentro da minha cabeça e o meu coração começou a bater tão forte que minha respiração ficou ofegante e algumas lágrimas quiseram sair, mas eu as proibí.
Agora o meu irmão do meio. Nossa relação de ódio e amor é única. Já brigamos de murros e arranhões. Já confessamos todo o nosso amor um pelo outro, bêbados. Ele tem um péssimo gosto musical e sente orgulho em mostrar isso pra todo mundo. Se ele não fosse meu irmão eu jamais chegaria perto dele, mas como ele é eu o amo. Aprendi a compreender o lado dele em tudo o que ele faz e descobri que podemos ter mais coisas em comum do que nos é revelado. Se eu perdesse ele, eu sofreria ao lembrar de todos os nossos afetos e desafetos.
Agora o Pingo. Sim, meu cachorro é considerado parte da família sim, senhor! Ele é o animal mais inteligente que eu já ví e eu, honestamente acho que nunca vou achar outro cão que chegue - ao menos - até as patas dele. Se eu o perdesse, ele me acharia. Ele é mais inteligente do que eu.

Eu só tenho um medo: o do escuro. Posso enfrentar qualquer coisa, desde que esteja em um local claro. Mas não é só desse tipo de escuro que eu tenho medo.
Tenho medo do escuro que as pessoas vêem ao fechar os olhos para sempre.
E de tão egoísta eu não tenho medo do meu escuro, tenho medo do escuro das pessoas que eu amo. Tenho medo de viver sem elas.

A conclusão é sempre a mesma, em tese: é preciso amar as pessoas como se não houvesse o amanhã.
Vamos ver se a prática muda.


Não sei se essa volta vai dar certo. Nós já voltamos tantas vezes!
Percebí que pra funcionar, o KahBia tem que ter um tema específico enquanto o ENCON (decidi que: já que eu tenho dois blogs e que eu vou precisar citar os dois, fica mais fácil eu abreviar o nome desse daqui. Fácil mesmo teria sido se, ao invés de explicar tudo isso, eu tivesse apenas escrito "eu não consigo odiar ninguém", mas uma hora isso precisaria ser feito e porque não agora?) fica pra uma coisa mais pessoal, tipo - não que eu faça isso - poeminhas e letras de música.
O temo específico, eu não arrumei mas fica assim: pra lá eu passei o meu racional, enquanto aqui permanece o meu emocional, se eu tiver.

O blog está em reforma, porem vale a pena conferir o que tem por lá. Por enquanto não são postagens recentes, mas são postagens boas.


Em uma dessas sexta-feiras passou na rede globo o último episódio da quinta temporada de Lost. Eu já vi esse mesmo episódio umas 3 ou 4 vezes e é incrível como eu sempre choro inconscientemente. Tou lá, deitada no meu sofá, assistindo ao seriado e de repente derramo rios de lágrimas e só percebo quando meu pescoço começa a ficar meio melado. Isso acontece em todas as vezes que eu vejo o episódio, sem exceções.


Comecei a perceber que o que me fazia chorar não era o último episódio, mas sim o final do último episódio. Só depois de alguns estudos cheguei finalmente à conclusão de que nem era o final do último episódio o causador dos meus prantos, e sim o Sawyer.

Pra quem não conhece o Sawyer – e pra quem conhece, vale a pena re-conhecer -, esse é o Sawyer:


Um dos motivos pelo qual alguém choraria é por ver essa pessoa suja de sangue e de terra. Eu não choraria por ver uma pessoa suja de sangue e de terra, mas choraria por ver essa pessoa suja de sangue e de terra.

É, eu sei: estou me tornando fútil. Gosto de dinheiro e tenho um óculos grande. Porém não foi pelo motivo citado que derramei minhas raras e cicatrizadoras lágrimas, o que significa que eu nem sou tão fútil assim.

Chorei ao vê-lo chorar quando Juliet é puxada pelo magnetismo pra dentro do poço na estação Cisne e depois de aparentemente ser tarde demais, ele diz o quanto a ama (pelo menos no episódio dublado, porque no original eu ouvi muitas murmúrias, mas nada de “Eu te amor!”, exatamente). Chorei ao perceber que quanto mais resistente a pessoa é, mais linda será a sua redenção.

Eu me surpreendi quando o meu pré-conceito funcionou – pela primeira vez – com uma pessoa. Ele era mesmo legal e muito divertido. Sem motivos aparente nós nos afastamos e quando nos reencontramos ele era só mais um Caradeacademia. Me chateei de verdade. Tudo o que eu conhecia tinha se transformado em músculos e garotas diferentes em cada noite.

O Sawyer me ajudou a entender. Sua capa dura foi vencida pelo amor de última hora. O amor sem medo de que ouvidos ouçam e de que olhos vejam. O amor que chegou e ficou, mesmo depois de descobrir que Juliet estava viva – por alguns segundos a mais.

Eu espero que esse amor um dia chegue até essa pessoa que me tirou três sonos. Não por mim - seria egoísmo -, mas por ele. E o que eu mais espero é que não chegue na última hora, como chegou para Sawyer.


Nunca havia entendido como as pessoas podiam ficar sem chão, completamente desnorteadas por uma cadeirada recebida pelas costas. Uma surpresa ruin nem pode causar tudo isso. Como podiam ficar sem fome e com cara de quem não sente, de quem nem está alí. Nunca tinha entendido, até uma semana atrás.
Pra quem não sabe e eu acho justo que a maioria das pessoas que lerem isso daqui não saibam, já que eu nunca contei, eu, junto com a minha mãe e meu irmão temos uma escola de música. Em uma cidade pequena é difícil ter algo que as pessoas não conheçam, mas eu acredito que ela seja conhecida. Começamos a mais ou menos uns 3 anos e desde então temos crescido cada vez mais, mas não por mim e nem pela minha mãe, mas pelo meu irmão. Chega a ser cômido de tão irônico que é nós sobrevivermos de um dom que antes não prestava. Apoiamos muito pouco meu irmão com a música dele e eu nem sei como ele conseguiu aprender tanta coisa e muito menos quando ele conseguiu.
Sei que eu admiro muito ele e o motivo acima é um dos alguns motivos. Porque ele conseguiu ser não só um músico, mas um ótimo músico com o seu apoio, e só. Prova disso são os seus trabalhos, os lugares por onde passou e os prêmios e homenagens.
E semana passada, quando ele viajou e eu pensei que seria só mais um prêmio, foi uma proposta. Trabalho bom e recompensa boa. Porque não? Ele aceitou cobrir algumas pequenas cidades por muito dinheiro, muito mesmo!
Não dá pra ficar em dois lugares ao mesmo tempo e ele escolheu lá. Me disse - e minha mãe não cansa de me lembrar - que eu vou ser a responsável pela escola e que não quer fechar. Que eu, com 17 anos e acordes maiores no violão vou ter que aprender tudo o que ainda não aprendí, e sozinha. Que eu vou ter que ter cordenação para bateria e delicadeza pra teclado e piano. Dedos fortes pro baixo e o calor da viola caipira.
Mas acontece que eu não gosto de pressão. Consegui aprender violão só depois da minha mãe pensar que eu não teria jeito de aprender, só quando eu queria. Só quando não preciso saber matéria de escola, eu sei.
Eu queria falar isso pra ele. Queria implorar que ficasse, só para que os meus dias não sejam tão vazios em casa. Queria que ele entrasse nessa sala e visse estas lágrimas que não param de cair e me perguntasse o porque. Queria dizer que eu o adoro e adoro ter ele como irmão e mestre, bem perto de mim. Mas eu não consigo. Consigo ser egoísta em muitas coisas, mas não consigo ser egoísta com ele.
E antes de perder um professor ou um irmão, estou perdendo meu ídolo.



Embora eu ache que não mereça e não goste, alguém vai acabar por dizer isto.
Quero ser a primeira a dizer e quero ouvir de mim primeiro na primeira hora do dia.
Feliz aniversário!


_Tá aí o Homer Jay Simpson, que deixou o preconceito de lado para interagir com o suíno. Um exemplo de vida!

O primeiro semestre termina no final de junho para retomar o segundo semestre no começo de agosto. Essa é a regra, exceto quando pula um dia ou dois pra encher a cara e falar coisas certas pra pessoas erradas pelos fins de semana. Alguns poucos dias não fazem mal a ninguém, mas passam a fazer quando se juntam com mais alguns poucos dias e vira-se uma festa de muitos dias e algumas red labels.

Foi isso o que aconteceu em grande parte das escolas na pacata cidade de Paracatu. As aulas que deveriam começar no dia 3, só foram começar lá pelo dia 10. A explicação foi dada: Influenza A H1N1, ou como eu intimamente a chamo, gripe suína.

Na mesma semana em que aconteceria o início das aulas, aconteceria aconteceu um grande evento, talvez o mais esperado do mês: a exposição. Quando vocês pensam que a festa também foi cancelada, vocês se enganam. Festa? Cancelada? Ainda mais a exposição, que é interessante a grande parte da população seja pela agropecuária ou pelo vamocátáumasminalá.

O cancelamento das aulas foi feito para que as escolas se adaptassem com o que teriam de enfrentar - luvas, copinhos, álcool-gel, máscaras, bolhas gigantescas individuais -, o que só aconteceu quase uma semana depois. Os alunos foram pra escola como em um dia de agosto de qualquer outro ano. Gripe suína? Ela podia esperar!

Ainda por cima, amanhã terá paralisação. Por que? Imagino que sejam os motivos que todos devem estar carecas de saber. Imagino, porque não foi devidamente argumentado já que grande parte dos alunos não reclamariam, e achariam bom.

Obrigada pela atenção de quem leu tudo, ou ao menos só o título. Eu precisava dizer isso, mesmo que ninguém me escutasse.



Sacrifício: Privação de coisa apreciada em favor de outrem.


"De vez em quando lembro do seu sorriso. Me ensinava a ver a vida sem razão e parecia que o mundo estava aos seus pés e que o tempo não faria mal a alguém assim. Te deixei partir suas mãos beijei eu tentei dormir como você. As vezes sonho, ouço você. Não é fácil ser alguém de coração. Posso vê-la, se viver a vida tendo fé na certeza que nos céus possa lhe encontrar. Te deixei partir suas mãos beijei eu tentei dormir como você. Não mais, não mais vi teus olhos abrir. Não mais, não mais não vou mais sorrir. Te deixei partir suas mãos beijei eu tentei dormir como você, meu Cão Guerreiro!"
Nâo Mais - Mandala


Se alguém reparou, eu sumi. Não sei como começar. Logo, começarei do início.

Minha mãe me deu um cachorro. Diz que é Poodle Toy, mas eu, particurlamente, acredito que seja Tombalata Toy. Pequenino, mal abria o olho e quando abria, chorava. Devia ter o que? Uns 10 dias? Isso deve explicar ele não saber comer e nem andar.
Eu ensinei. Abrí a boca dele e o amamentei com leite do super mercado dentro de uma mamadeira, 3 horas da manha. Segurei as patinhas dele e as direcionei para que aprendessem como era andar. Quando tremia eu enrrolava seu corpo em uma manta.
Embora eu insista na hipótese de ter ganhado ele porque alguém ganhou ele antes para me dar, minha mãe disse que era uma prova. Um quarto do que seria um filho seria representado por um cãozinho de 3 dias.
Deu trabalho mesmo e no final, ele era mesmo o meu filho.

No dia seguinte em que Michael Jackson havia morrido, havia alguém realmente triste. Cheguei em casa do serviço e encontrei ele quase que totalmente desfalecido no chão, cheirando a doença. Naquele dia eu pensei se teria sido eu uma mãe má. Se teria deixado o meu filho morrer. Onde teria errado? E meu rosto foi banhado à lágrimas de culpas que eu nem as tinha. Afinal, se tinha mesmo que morrer, ele morreria.
As pessoas perguntavam: "Por que você não leva ele em um veterinário?". É, séria uma solução, se nós tivéssemos dinheiro pra dar ao mesmo e receber o cachorro morto. Porque foi isso o que aconteceu das duas outras vezes. Pagamos horrores e nem salvou o cachorro.
Resolvemos tratar dele nós mesmos. Soro caseiro à cada 30 minutos, o que resolveu os três primeiros dias que dizem ser inevitáveis, que o cachorro realmente morreria. E depois veio leite, comida amassada, carne picada.
Eu não como tão bem quanto ele anda comendo.
E não posso deixar de falar em Deus.
Porque eu deixei de frequentar igrejas pela falsa ideologia dos supostos fiéis, mas nunca deixei de acreditar em Deus. Tá, eu já deixei de acreditar. Mas isso são águas passadas que eu acredito estarem secas. Na segunda-feira passada eu fui ao centro espírita da minha cidade. Pedí pelo meu filho e Deus me ajudou.

Pode parecer piada para alguns. Eu mesma de uma colega que não pode participar de um trabalho de escola porque o cachorro dela havia morrido.

Agora ele está bem melhor. Meio fraco das pernas, mas para uma doença mortal, tá bom até demais!

E as saudades que eu passei de ler os blogs que eu acompanho? Toda hora eu lembrava de um. E quero muito visitar todos hoje mesmo.
"D






O ponto do ônibus estava vazio, exceto por uma garota que me encarava incansavelmente. Embora ela parecesse ter a certeza de que me conhecia, eu não me lembrava de onde a conhecia. Talvez seja até por isso que ela me olhava daquele jeito. Talvez estivesse pensando: "Menina metida! Me conhece e fica fingindo que não.". Tentei ver na capa do que parecia ser um livro de escola algum número que me ajudasse a lembrar daquela garota tão comum. 7ª série. Esse povo da 7ª série tem uma mania de ficar me olhando esquisito. Não que outras pessoas não olhem - digamos que eu não tenha uma aparência tão comum quanto à garota do ponto de ônibus -, mas tinha muita gente da 7ª série com quem eu nunca falei que ficava me olhando como que cobrando um cumprimento. Ela me olhou mais um pouco, depois desviou os olhos para o meu lado. Automaticamente eu também olhei. Ele ria. Tão meigo que eu poderia me derreter só de ficar olhando. Com a boca ele enchia de ar o saquinho do iogurte que acabara de beber, colocava-o próximo à sua orelha direita e o esvaziava, fazendo um barulho engraçado e uma sensação boa, um assopro. No braço pálido dele dava para se ver todos os pelos se arrepiando um por um. Parecia um idiota ou uma pessoa com problemas mentais fazendo aquilo, mas eu achava extremamente fofo. Enquanto sentia o calafrio, ele usava as mãos para esconder o que o cabelo quase comprido não escondia. E aquilo era meigo! Com o rosto tampado, só consegui ver este depois dele se acalmar. Seus olhos cor de terra olharam para os meus e seu sorriso se fechou para abrir um convite:
_Faça você também!
"Faça você também!". Olhei para o saquinho onde costumava ficar o iogurte e depois voltei meus olhos para ele com uma cara de preguiça ou dúvida, como eu acredito que ele viu. Com as mãos fazendo gestos como se existisse nelas o que existia na minha, ele me explicou tudo passo-a-passo, ironizando uma coisa bastante complexa. Eu também fingi não entender, para tornar a brincadeira mais interessante. Em poucos segundos eu também parecia ter problemas mentais. Acabei até me esquecendo da menina do ponto de ônibus. Só fui me lembrar dela quando cheguei em casa. Ficamos brincando por alguns minutos. Foi divertido experimentar o saquinho de côco dele do lado direito e o meu se morango do lado esquerdo. Depois tentamos até fazer o entretenimento nas narinas, porém este não foi tão agradável. O céu já estava escuro quando percebemos que era tarde demais. Ele me perguntou as horas. Tirei meu celular do bolso e em primeiro lugar olhei a foto que ele mesmo tirou e ordenou que eu nunca a tirasse dali pouco antes da menina do ônibus chegar. 8 horas e 3 minutos. Ele tinha que ir embora. Compromissos que ele nunca teve estavam ali, só no final do ano. Eu, talvez tivesse que ir embora. Havia prometido para a minha mãe antes de sair de casa que não iria demorar, embora acredite que no dia ela não se importaria com a minha ausência. Mais uma vez, talvez pela última, ele me olhou e mostrou o mais lindo sorriso que só ele sabe fazer, ou ao menos sabia. E disse:
_Tchau, Bia!
Esperei que ele se curvasse, morrendo de rir da minha cara de decepção, mas não aconteceu. Sua expressão continuava a mesma. Meio que querendo ser séria, porém escondendo um riso que não existia.
_Tchau.
Sorri por educação, depois olhei seus cabelos que se balançavam conforme a dança do vento. Vire-me com a intenção de sair andando, e ele me chamou. Ao retornar, encontro ele de braços abertos, literalmente falando.
_Ówn!
Eu disse. Ele era tão lindo! Como aqueles meninos de filmes adolescentes americanos. Um cabelo legal, uma roupa legal e uma personalidade muito legal. E como todo bom filme adolescente americano, também tinha um papel pra mim: a amiga tosca e apaixonada. Sim, eu era loucamente apaixonada por ele! Mas não aquela coisa de "Me jogue na parede e me chame de lagartixa! Vamos ser felizes tomando tequila em Malibu!". Era uma paixão acima de qualquer explicação. Além de amizade, mas não para casar ou algo do tipo. E isso era o que sempre estava em questionamento por pessoas ao nosso redor. Ninguém nunca conseguiu entender a intensidade da minha amizade. E toda vez que eu o via, meu coração batia em um rítmo um pouco mais rápido do que o normal. Eu sentia isso, sentia. E como sentia!
Os braços abertos ainda estavam lá, então andei depressa até eles, pra não falar correndo. Um abraço. Se eu contar, algumas pessoas podem não acreditar, mas aquele foi o nosso primeiro abraço. Sempre nos cumprimentávamos de longe, 1 metro de distância no mínimo com um: "E aê?" ou um "Opa!". O primeiro e também o último, por isso pareceu alguns segundos mais longo do que outros. Depois nossos braços se desentrelaçaram e ainda ficamos nos olhando em menos de 1 metro. Depois me virei e caminhei normalmente, como se nada tivesse acontecido. Eu não sabia, porém meu subconciente, sim: sentir aquilo foi um erro dos mais errados. E cada passo rápido que eu dava me doia como se fosse uma faca cravada em meu coração. Embora eu quisesse muito olhar pra trás, olhar se ele continuava lá, eu não conseguia. Minha cabeça se tornou a mais certa dentro do meu corpo durante meio ano. Finalmente, ela raciocinara que não existe essa amizade que o meu coração dizia existir. Foram muitas facadas até eu chegar em casa e quando cheguei, acreditei existir um buraco no peito. E se vocês querem mesmo saber, nunca mais tornarei a cometer esse mesmo erro. E como eu tenho certeza desse erro? Ele cortou o cabelo e mudou de cidade. Até aí normal. Mas depois de conseguir o que ele queria de mim, o buraco se espandiu e eu passei a não existir. Uma única vez ele me chamou pra sair como chavama antes. Saímos cedo e ficamos andando até o dia quase acabar. Visitamos amigos que moravam longe e nem sabíamos se ele estava em casa. Depois disso sim, vem o meu super poder paranormal para normal não tão normal: a invisibilidade. Só cumprimentava por obrigação/educação quando nos encontrávamos por um acaso do destino na rua. Não dirigia a palavra diretamente para mim. Falava para os outros e esperava que eles me falassem em uma memória de uma conversa descontraída. De vez em quando cobrava a minha presença em eventos que ele estaria, mas se eu estivesse ou não, não faria diferença. Sabe, quando você conhece alguém e gosta? Fica uma imagem dela na sua cabeça, não fica? Na minha ficava. Alguém fez o favor de quebrá-la com um martelo qualquer. Aquela amizade de criança onde aparentemente não havia sentimentalismo mas a farra era sempre muito boa, foi quebrada como um espelho jogado no chão. Hoje, ele diz:
_Oi!
Eu digo:
_Oi!
Ele me conta alguma piada, eu digo:
_Ahaha!
Prefiro tratá-lo como alguém que um dia foi muito amigo, mas atualmente é apenas "amigo".



Os cartazes logo começaram a surgir ao longo da cidade. Eles anunciavam em letras pequenas "Nasi" e em letras grandes "ex-vocalista do Ira!". Meu queixo foi até o chão da primeira vez eu eu . "Ma que porra é essa? O Ira! acabou?!?" É, parece que o Ira! acabou. Sempre gostei muito, desde a primeira vez que eu ouvi na MTV aos 8 anos. Sabe, dessa vez aconteceu uma coisa bem engraçada. Sentada, assistindo clipes, começou a passar o agora hit "Girassol". Sentí um algo incomum. Como se eu já estivesse ouvindo desde que eu nasci. Uma banda muito boa! No carro da minha mãe tem um cd, que por mim não sairía do som, "Ira! acústico". Eu não comprei esse cd, minha mãe também não, nem meus irmão e meu pai nem sabe quem é. Assim mesmo, do nada surgiu esse cd. O vocalista Wolverine Nasi, com sua voz rouca inconfundível, fez da banda única. E me perguntou agora se ele não poderia se promover sem usar o nome do Ira!, agora que o trato já acabou. De primeira vista eu pensei até que fosse o show da própria banda, o que comprova que a estratégia dele deu certo. Usar o nome dele em minúsculas é um golpe do mais baixos. Tudo bem que poucas pessoas conhecem ele pelo seu "nome", mas uma hora as pessas daqui iriam conhecer ao ouvirem dizer na rádio ou algo do tipo.
Daí começou a tocar as músicas num carro de som. Não acreditei que pop rock estava tocando lá, bem no meio da rua. Sabe, as pessoas aqui parecem terem fobia de tudo o que não for sertanejo, funk nacional, hip hop ou oquetátocandonarádio. Daí, logo pensei: "Pqp, esse show vai tar lotado até a boca!". Mas na semana do show, custou eu achar alguém que quisesse ir comigo. E o problema nem era dinheiro, até porque eu, com meu pai mão fechada do jeito que é, conseguí arrumar 30 reais de uma hora para outra. Sendo que o ingresso nem era 30, era 20. E com a carteirinha de estudante ficava 10 reais. Só 10 reais que as pessoas se recusam a pagar por um bom show, mas adoram pagar mais do que o triplo por um camarote de uma banda sertaneja desconhecida. Eu nem fico chateada por ninguém querer ir comigo num show de rock, eu fico chateada por me chamarem para ir em tudo quanto é show sertanejo que aparece e eu vou, mas quando eu chamo pra ir no diabo de um show, ninguém vai. Mas é sempre assim, eu sou a topatudodopedaço e é até por isso que todo mundo adora me chamar pra sair.
Cheguei no Arena, onde seria o show, às 11 horas. Pensei: "Argh! Vou ter que esperar esse cara até umas 3 da matina!", porque sempre é assim. Vou contar agora um segredo de Estado para vocês. O dono do Arena, quando combina algum show, escreve um contrato dizendo que a banda só pode começar a tocar depois das 3 da manhã. Ninguém sabe disso, só eu e as pessoas as quais eu conto o meu segredo. Bom, é a melhor teoria que eu tenho para todos os eventos do lugar começarem tão tarde. Quem tiver uma explicação melhor pode medizerporfavor. E para a surpresa de muitos, o Nasi começou a cantar 1 da manhã. Fiquei beje com isso!
Mais um pensamento maldoso quando ele entrou: "Pqp, me passaram a perna! Esse não é o Nasi que eu via na MTV. Esse Nasi é baixinho, gordinho e nem parece o Wolverine!". Não é exagero. Eu realmente pensei que aquele era talvez um cover. Mas aos poucos fui me acostumando e o show foi ficando cada vez melhor. Eu não saí da primeira fila, apesar de punks doidos tentarem me matar pulando e dando cutuveladas. E isso me levou até o mais foda da noite. Diversas vezes ele pegava na minha mão quando eu, numa tentativa frustrante de pegar nele, gritava e levantava a mão, mas nada se compara a quando ele se agachou no meio do show e se agarrou nas minhas bochechas. Sabe, aquela coisa de tia velha que aperta tanto que chega à doer? Tinha a mesma aparência, mas nem doía. Eu ría, e ría. E o baterista era lindo demais! Sabe, não aquele lindo de "Te quero com vodka e limão. Vamos ser feliz em Malibu!". Todas as músicas que eu não sabia, eu formava um "V" em baixo da cabeça com as mãos e ficava olhando pra ele. Ele olhava e abria um sorriso super simpático de orelha à orelha. Lindinho demais!
Final do show só deu finaldefesta. Fizemos amizade com um monte de bêbados. Eram até bonitinhos e ficavam falando coisas positivas dos meus olhos e da minha boca toda hora, mas estavam com o pé cheio de cana, coitados!
Não fui a muitos shows durante os meus 16 anos, mas esse foi o melhor! E...

Show do Nasi? Eu recomendo!



Vou contar-lhes uma breve história, então sentem-se!

Era uma vez, uma menina que tinha tempo demais. Ela podia enumerar nos dedos o que fazia durante o dia, e por isso tinha muito tempo para pensar e tentar expor seus pensamentos em seu blog pessoal. Porém um dia, uma placa de vídeo mágica foi instalada em seu computador. E desde então, sua vida não foi mais a mesma.

Fim. É, acabou! Estou sem saco pra escrever uma história como a do "1º de Abril".

Ultimamente eu tenho tido fortes motivos para acreditar que essa placa veio direto do "hell" para atormentar o lar, doce lar da minha humilde família.
Sabe, antes meu computador era apenas um simples computador com um monitor legal e acesso à Internet. Todo mundo usava, abusava e até gostava. Conversas no bate-papo uol "msn_can_moneronu" e msn, joguinhos de point and click, pesquisas sobre como aumentar o seu tênnis para não precisar comprar um 48 e até um "Entra aí no meu orkut!" coletivo por parte de amigos de todas as partes. Era disputado, mas todos conseguiam ver o que desejavam em seus devidos horários.
Daí pronto, a placa de vídeo chegou.
Agora todos querem se fazer de besta quando ouvem "Deixa eu usar aí?". A harmonia da casa fugiu na primeira briga pra ver quem jogava The Sims 2 primeiro para dar lugar à discórdia. E quando você não acha um dos meus irmãos no celular, pode saber que o aparelho está debaixo do travesseiro, para não incomodar algum dos jogos.

Para os que lêem esse post, ofereço uma placa de vídeo G-FORCE Fx 5500 à metade da metade do preço. E ainda ganha brindes: um copo de chopp super descolado, uma chaleira quebrada e uma bonequinha semi-nua que segura perfeitamente a sua latinha de cerveja.

E... É lógico que não é sério!
Vou desligar já essa porra para jogar meu Age of Mythology diário.


Minha mãe e eu somos um caso sério. Eu não concordo com boa parte do que ela fala, mas aceito. Ela não concorda com boa parte do que eu falo, e não aceita. E acho que é assim mesmo que deve ser, porque antes de tudo ela é minha mãe.

Pensei em postar um conto que fiz em vez de qualquer coisa sobre o dia. Sabe, odeio esse tipo de "blogagem coletiva". Aquela coisa que ninguém combinou, mas todos sabem que é pra postar sobre aquele assunto, naquele dia.

Hoje tive raiva da minha mãe, porém foi passageiro assim como o resto dos sentimentos e agora resolvi fazer a minha obrigação do dia, minha homenagem. Homenagem essa que minha mãe não verá, porque ela nem imagina que eu possa ter um blog. Alháis, quase ninguém que eu conheço fisicamente sabe, e eu prefiro assim.

Então já que ela nem vai saber mesmo, posso falar algumas coisas que eu não gostaria que ela lesse.

Como, por exemplo, a data nas diferentes idades da minha vida:

1 ano aos 5 anos:
Bom, nessa época eu não sabia nem que eu existia, então é compreensivo que eu talvez tenha me esquecido de dar parabéns a ela.
Meu presente nessa idade foi só parecer fofa quando ela aparentemente me olhasse e me apertasse.

6 anos aos 8 anos:
Ahhhh, aí a coisa muda. Já tinha entrado pra escolinha e talz. Aprendido a escrever meu nome e ler palavras simples. Tinha aprendido também à copiar e era o que eu melhor fazia.
E meus presentes foram isso mesmo. Onde eu lia "Mãe", eu ia lá e copiava tudo, ocasionando mais tarde alguns erros, como por exemplo ter chamado ela de bóia-fria e empregada.

7 anos aos 9 anos:
Foi a idade do meu ingresso de cabeça na literatura, o que me rendia muita imaginação. E quando eu digo muita, é muita mesmo!
Tipo, fantasiar que eu tinha olhos azuis e cabelos loiros quando nasci, que meu pai tinha se apaixonado por minha mãe e vise-versa da primeira vez que se virão, que todos esperavam que eu nascesse. E o pior, escrevia tudo isso em cartas que ela guarda até hoje e eu sinto um impulso enorme em rasgá-las mas não consigo não só porque ela não deixa, mas porque minhas mãos se travam.

10 anos aos 13 anos:
Um parabéns, um aperto de mão e um abraço não bastavam. Essa foi a época dos presentes que eu gostaria de ganhar. Tipo, perfumes, roupas, doces, etc.
Acordava ela com o café da manhã na cama e um presente escondido atrás de mim (quanta criatividade quanto ao lugar onde esconder o presente). E isso deixou ela muito mal acostumada, como vocês podem ver na seguinte idade.

14 anos aos 16 anos:
Usuária compulsiva de Internet em boas mãos, eu aprendi que todas as datas comemorativas eram só um pretexto para se gastar dinheiro e ter um dia de folga do "trabalho".
Dava só parabéns e não me sentia culpada por isso. Para compensar, eu dei o que eu acho ser o melhor presente do mundo, a presença. Ficava com ela o dia inteiro. Almoçava com ela, dormia com ela, assistia TV com ela. Enchia o saco dela o dia inteiro, até que ela se cansasse e me mandasse ir ler alguma coisa, o que nunca aconteceu.
Como eu tenho 16, a história acaba por aí mesmo.

Como o dito no começo do post, eu não me dou bem com boa parte da cabeça da minha mãe. Ela aceita as idéia machistas com um respeito que nem o papa tem, o que significa que mesmo que eu tenha caído do 19º andar, eu tenho que fazer o meu "papel de mulher", se não ninguém vai querer casar comigo.

Ela até que tem mudado muito de uns tempos pra cá, mas ainda assim brigamos um pouco por causa disso.

Sabe, se for pra achar alguém que só case comigo se eu fazer o meu devido "papel", eu prefiro nem achar. Além do mais, que casamento é um grande erro - assunto pra outro post.

Mas a minha mãe, é a minha mãe e é porque ela quis mesmo. Porque se ela não quisesse, poderia ter me deixado na beira da estrada. Minha mãe é aquela que me teve e me criou e é ela quem vai acabar com tudo o que há dentro e fora de mim se alguma coisa acontecer. É ela quem vai me deixar sem rumos, sem chão, se alguma coisa acontecer. Não consigo imaginar a minha vida sem ela, se alguma coisa acontecer.

Meu pobre orgulho adolescente não me deixa falar e eu sei que vou me arrepender muito disso mais tarde, mas é ela quem eu amo muito mesmo! Muito, muito, muito. A mulher da minha vida. Mesmo se eu fosse tentar falar o quanto ela é importante pra mim, não conseguiria. Agora, que estou escrevendo sozinha, com tempo para pensar no que falar, não consigo.

Quando as pessoas falam "Eu não colocaria a mão no fogo por Fulano!", acho que nunca pararam para imaginar o que significa. É bem simples, pouco complexo, porém é uma frase tão automática que eu mesmo só comecei a pensar nisso uns 5 anos atrás. Imagine que o Fulano se compactize e caiba numa churrasqueira que tá lá, pegando fogo. Você pode tirar ele de lá, mas só com a sua mão. ISSO é colocar a mão no fogo pelos outros. Você se queimaria para salvar alguém? Eu me queimaria.

É exatamente porque eu amo tanto minha mãe, que eu a ignoro. Ela briga comigo coisas desnecessária, nas quais ela não tem muitos argumentos porque não tem certeza. Eu digo "É, tens razão!" e o assunto morre ali. Ela está ficando velha e uma hora não estará comigo. Não quero me lembrar de brigas por causa de toalhas secando na maçaneta da porta do meu quarto.

O que eu quero é me lembrar de beijos e abraços. De sentir o cheiro dela. De dizer o quanto eu a amo. Amo mesmo! De andar de mãos dadas na rua. De formar um manto em cima dela, defendendo do mundo. De agradecer por poder ouvir sua respiração...

Obrigada, mãe!



Faz um pouquinho mais de uma semana que eu não entro nessa budega aqui e vocês não sabem como estou histérica agora.

Tive um probleminha com o meu computador. Entrou um vírus fodão, pensei até que tinha queimado a placa de som porque não dava pra ouvir nada. Daí mandou arrumar e só chegou ontem, só que nem tinha instalado o modem dai a internet logicamente nem pegou.

Aqui está sendo o meu refúgio da minha vida real. Aqui eu encontro só quem eu quero encontrar e quem eu quero encontrar são vocês!

(Ówn!)


Sério, nunca pensei que essa coisa de blog iria pegar em mim. Sabe, de qualquer coisa que acontecer é motivo para um post e todos os dias ter que entrar para ver o que os companheiros virtuais postaram.

É verdade, sem vocês não viverei!

E posso até dizer que eu sou boa nisso, (eu acho) porque em 3 meses já tenho 107 comentários em 14 posts, 11 seguidores, 8 selinhos e um montão de amigos.

Ahh, quase ia me esquecendo de mostrar os 4 últimos selinhos que eu recebí da .






Já que esses não tem regras, quero repassar os três últimos - porque eu acho que o primeiro é exclusivo - para todos aqueles que passaram por aqui e para quem quiser pegar. Não tenho certeza se todos eles foram da Gí, porque eu esquecí (AUSHSIUHAUISHUAHSI). Mas se tiver algum que não seja dela, por favor me lembrem. E desculpa.

Outras novidades são os animais dessa minha casa. Agora, além do meu querido cão Pingo - que merece um post agendado para algum dia desses -, temos também o papagaio Jack - que também terá o seu post só por educação de minha parte - e ontem acabou de chegar o cão Bibou - esse também merece um post agendado para mais tarde.

Agora eu vou me despedindo que é pra dar tempo de dar uma passadinha nos blogs amigos antes de cuidar do filhote.

Beijos!


É em vocês que eu penso!



Não, eu não estou interessada em descobrir o que significa ao pé da letra essa data tão especial para depois escrever no meu blog e ele ficar com uma cara "cult".

Até porque se os religiosos dizem que Jesus foi um mortal como qualquer outro filho de Deus, porque ele merece ser tão acompanhado?

Dercy Gonçalvez viveu 100 anos. Eu respeito muito ela por isso, apesar de não achar graça nenhuma nas palavras de baixo calão que ela soltava em qualquer lugar e ainda sentia orgulho disso como se fosse uma marca registrada digna. Eu a respeito, mas não é por isso que eu tenho que me lembrar e celebrar a sexta-feira do diabo que o carregue e a quinta-feira dos palavrões abençoados só porque ela morreu no sábado.

Tá, um herói que sofreu, né?

Nacional, pode ser? Cazuza morreu de AIDS. Ele foi um herói para o rock nacional e demorou para morrer, acho que sofreu. O fato é que nem por isso temos mais de um - ou ao menos um - feriado nacional para ele. Não deixamos de ir para a escola ou de trabalhar ou de comer carne por causa disso.

Chegamos à mais um ponto importante: carne vermelha. E daí que a carne é vermelha? Ela pode ser branca, azul, laranja ou até rosa-choque que é carne do mesmo jeito, era um ser vivo do mesmo jeito, e era o destino dele morrer para alimentar outro seres vivos do mesmo jeito! É isso o que chamamos de cadeia alimentar, não é?. Para alguém viver, alguém tem que morrer. É inevitável! Proibir humanos de comer carne é quase a mesma coisa que proibir abelha de fazer mel ou proibir o pão de se misturar com a maionese, o catchup, a salsicha e a batata palha num delicioso cachorro quente.

Enfim, nem sei que dia é hoje e por enquanto também não me interessa saber. Sei que amanhã vou dormir até umas 3 horas da tarde porque eu sou grande demais para receber ovos pela manhã. Sei também que segunda-feira tem aula e quero aproveita bem o resto do domingo para tentar dormir o máximo que eu puder. Sei também que lá pro final da semana eu tenho uma monótona prova de filosofia onde todas as respostas são iguais, mas nenhuma delas estão certas.

Mesmo assim, Feliz Páscoa (para quem ainda é pequeno o suficiente para ganhar ovos de chocolate no dia em que Jesus fez sabe-se lá o que).


Só para constar mesmo...