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Observação:

Em primeiro lugar, eu não sou escritora. Tudo o que eu sabia sobre escrever foi esquecido devido à falta de prática. Em segundo lugar, não espero receber comentários. Poucas vezes me importo com a opinião alheia. Em terceiro lugar, o que eu escrevo não interessa a ninguém. A minha única regra é seguir a minha vontade.
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Há mais ou menos um ano atrás, publiquei neste blog um post com um meme recebido da Gisele Amaral do Meu Doppelgänger Perdido. Era uma corrente em que se tinha que escolher entre colocar a imagem do Santo Antônio de cabeça pra cima e colar uma oração agradecendo ou colocar a imagem do santo de cabeça pra baixo e uma oração pedindo um namorado. Bom, eu não escolhí colocar o santo de castigo. Ele escolheu!

Semana retrasada eu recebí uma aliança prata (Sim, de compromisso) quatro dias antes do pedido de namoro completar um mês, então acho que é justo que eu desvire o santo.


Grande amigo Santo Antônio, tu que és o protetor dos namorados, olha
para mim, para a minha vida, para os meus anseios. Defende-me dos perigos,
afasta de mim os fracassos, as desilusões, os desencantos. Faze que eu seja
realista, confiante, digno(a) e alegre. Que eu saiba caminhar para o futuro e
para a vida a dois com a vocação sagrada para formar uma família. Que meu namoro
seja feliz e meu amor sem medidas. Que todos os namorados busquem a mútua
compreensão, a comunhão devida e o crescimento na fé."

Bom... se eu estou feliz? Isso são outros quinhentos!




Sacrifício: Privação de coisa apreciada em favor de outrem.


"De vez em quando lembro do seu sorriso. Me ensinava a ver a vida sem razão e parecia que o mundo estava aos seus pés e que o tempo não faria mal a alguém assim. Te deixei partir suas mãos beijei eu tentei dormir como você. As vezes sonho, ouço você. Não é fácil ser alguém de coração. Posso vê-la, se viver a vida tendo fé na certeza que nos céus possa lhe encontrar. Te deixei partir suas mãos beijei eu tentei dormir como você. Não mais, não mais vi teus olhos abrir. Não mais, não mais não vou mais sorrir. Te deixei partir suas mãos beijei eu tentei dormir como você, meu Cão Guerreiro!"
Nâo Mais - Mandala


Se alguém reparou, eu sumi. Não sei como começar. Logo, começarei do início.

Minha mãe me deu um cachorro. Diz que é Poodle Toy, mas eu, particurlamente, acredito que seja Tombalata Toy. Pequenino, mal abria o olho e quando abria, chorava. Devia ter o que? Uns 10 dias? Isso deve explicar ele não saber comer e nem andar.
Eu ensinei. Abrí a boca dele e o amamentei com leite do super mercado dentro de uma mamadeira, 3 horas da manha. Segurei as patinhas dele e as direcionei para que aprendessem como era andar. Quando tremia eu enrrolava seu corpo em uma manta.
Embora eu insista na hipótese de ter ganhado ele porque alguém ganhou ele antes para me dar, minha mãe disse que era uma prova. Um quarto do que seria um filho seria representado por um cãozinho de 3 dias.
Deu trabalho mesmo e no final, ele era mesmo o meu filho.

No dia seguinte em que Michael Jackson havia morrido, havia alguém realmente triste. Cheguei em casa do serviço e encontrei ele quase que totalmente desfalecido no chão, cheirando a doença. Naquele dia eu pensei se teria sido eu uma mãe má. Se teria deixado o meu filho morrer. Onde teria errado? E meu rosto foi banhado à lágrimas de culpas que eu nem as tinha. Afinal, se tinha mesmo que morrer, ele morreria.
As pessoas perguntavam: "Por que você não leva ele em um veterinário?". É, séria uma solução, se nós tivéssemos dinheiro pra dar ao mesmo e receber o cachorro morto. Porque foi isso o que aconteceu das duas outras vezes. Pagamos horrores e nem salvou o cachorro.
Resolvemos tratar dele nós mesmos. Soro caseiro à cada 30 minutos, o que resolveu os três primeiros dias que dizem ser inevitáveis, que o cachorro realmente morreria. E depois veio leite, comida amassada, carne picada.
Eu não como tão bem quanto ele anda comendo.
E não posso deixar de falar em Deus.
Porque eu deixei de frequentar igrejas pela falsa ideologia dos supostos fiéis, mas nunca deixei de acreditar em Deus. Tá, eu já deixei de acreditar. Mas isso são águas passadas que eu acredito estarem secas. Na segunda-feira passada eu fui ao centro espírita da minha cidade. Pedí pelo meu filho e Deus me ajudou.

Pode parecer piada para alguns. Eu mesma de uma colega que não pode participar de um trabalho de escola porque o cachorro dela havia morrido.

Agora ele está bem melhor. Meio fraco das pernas, mas para uma doença mortal, tá bom até demais!

E as saudades que eu passei de ler os blogs que eu acompanho? Toda hora eu lembrava de um. E quero muito visitar todos hoje mesmo.
"D



Os cartazes logo começaram a surgir ao longo da cidade. Eles anunciavam em letras pequenas "Nasi" e em letras grandes "ex-vocalista do Ira!". Meu queixo foi até o chão da primeira vez eu eu . "Ma que porra é essa? O Ira! acabou?!?" É, parece que o Ira! acabou. Sempre gostei muito, desde a primeira vez que eu ouvi na MTV aos 8 anos. Sabe, dessa vez aconteceu uma coisa bem engraçada. Sentada, assistindo clipes, começou a passar o agora hit "Girassol". Sentí um algo incomum. Como se eu já estivesse ouvindo desde que eu nasci. Uma banda muito boa! No carro da minha mãe tem um cd, que por mim não sairía do som, "Ira! acústico". Eu não comprei esse cd, minha mãe também não, nem meus irmão e meu pai nem sabe quem é. Assim mesmo, do nada surgiu esse cd. O vocalista Wolverine Nasi, com sua voz rouca inconfundível, fez da banda única. E me perguntou agora se ele não poderia se promover sem usar o nome do Ira!, agora que o trato já acabou. De primeira vista eu pensei até que fosse o show da própria banda, o que comprova que a estratégia dele deu certo. Usar o nome dele em minúsculas é um golpe do mais baixos. Tudo bem que poucas pessoas conhecem ele pelo seu "nome", mas uma hora as pessas daqui iriam conhecer ao ouvirem dizer na rádio ou algo do tipo.
Daí começou a tocar as músicas num carro de som. Não acreditei que pop rock estava tocando lá, bem no meio da rua. Sabe, as pessoas aqui parecem terem fobia de tudo o que não for sertanejo, funk nacional, hip hop ou oquetátocandonarádio. Daí, logo pensei: "Pqp, esse show vai tar lotado até a boca!". Mas na semana do show, custou eu achar alguém que quisesse ir comigo. E o problema nem era dinheiro, até porque eu, com meu pai mão fechada do jeito que é, conseguí arrumar 30 reais de uma hora para outra. Sendo que o ingresso nem era 30, era 20. E com a carteirinha de estudante ficava 10 reais. Só 10 reais que as pessoas se recusam a pagar por um bom show, mas adoram pagar mais do que o triplo por um camarote de uma banda sertaneja desconhecida. Eu nem fico chateada por ninguém querer ir comigo num show de rock, eu fico chateada por me chamarem para ir em tudo quanto é show sertanejo que aparece e eu vou, mas quando eu chamo pra ir no diabo de um show, ninguém vai. Mas é sempre assim, eu sou a topatudodopedaço e é até por isso que todo mundo adora me chamar pra sair.
Cheguei no Arena, onde seria o show, às 11 horas. Pensei: "Argh! Vou ter que esperar esse cara até umas 3 da matina!", porque sempre é assim. Vou contar agora um segredo de Estado para vocês. O dono do Arena, quando combina algum show, escreve um contrato dizendo que a banda só pode começar a tocar depois das 3 da manhã. Ninguém sabe disso, só eu e as pessoas as quais eu conto o meu segredo. Bom, é a melhor teoria que eu tenho para todos os eventos do lugar começarem tão tarde. Quem tiver uma explicação melhor pode medizerporfavor. E para a surpresa de muitos, o Nasi começou a cantar 1 da manhã. Fiquei beje com isso!
Mais um pensamento maldoso quando ele entrou: "Pqp, me passaram a perna! Esse não é o Nasi que eu via na MTV. Esse Nasi é baixinho, gordinho e nem parece o Wolverine!". Não é exagero. Eu realmente pensei que aquele era talvez um cover. Mas aos poucos fui me acostumando e o show foi ficando cada vez melhor. Eu não saí da primeira fila, apesar de punks doidos tentarem me matar pulando e dando cutuveladas. E isso me levou até o mais foda da noite. Diversas vezes ele pegava na minha mão quando eu, numa tentativa frustrante de pegar nele, gritava e levantava a mão, mas nada se compara a quando ele se agachou no meio do show e se agarrou nas minhas bochechas. Sabe, aquela coisa de tia velha que aperta tanto que chega à doer? Tinha a mesma aparência, mas nem doía. Eu ría, e ría. E o baterista era lindo demais! Sabe, não aquele lindo de "Te quero com vodka e limão. Vamos ser feliz em Malibu!". Todas as músicas que eu não sabia, eu formava um "V" em baixo da cabeça com as mãos e ficava olhando pra ele. Ele olhava e abria um sorriso super simpático de orelha à orelha. Lindinho demais!
Final do show só deu finaldefesta. Fizemos amizade com um monte de bêbados. Eram até bonitinhos e ficavam falando coisas positivas dos meus olhos e da minha boca toda hora, mas estavam com o pé cheio de cana, coitados!
Não fui a muitos shows durante os meus 16 anos, mas esse foi o melhor! E...

Show do Nasi? Eu recomendo!


É em vocês que eu penso!